Bom, já estamos acostumados às mensagens de fim de ano do PEJ, que por sinal completou 5 anos de atividade ininterrupta on-line dia 8 último. Todo ano temos muito o que comemorar, e a cada ano mais, desde nosso começo modesto em 2000-2001.
Este ano não poderia ser diferente, e novamente corro o risco de deixar de enumerar a conquista de alguém, porque são já muitas para eu contabilizar isso tudo de cabeça. Mérito de todos, com a graça de Deus.
Então vou deixar isso para o final.
Queria falar agora do nosso Natal, ontem na casa do Eduardo.
Desde o final de 2000 não fazíamos isso. Do "núcleo duro", somente o Victor, o Alexandre e a Joana existiam naquela época, e o PEJ ainda não tinha esse nome oficialmente (!). Eu ainda morava na Colina, os gatos estavam lá, eu achava que teria uma família convencional algum dia e foi muito tocante. Julio ainda não existia, eu só viria a conhecê-lo em 2001/1.
Mas ontem teve um sabor diferente - porque veio num momento em que não apenas o volume e a qualidade do nosso trabalho aumentaram exponencialmente, como também pelo fato de que, se naquela época já éramos uma família, agora muito mais.
Posso dizer que o fato das minhas filhas estarem presentes foi muito, muito importante. Por outro lado, o fato de tudo ter tido um ar muito cristão quando nem todos no grupo são cristãos não fez muita diferença - sol lucet omnibus (gostou dessa, Fagundes? Hoje é meu dia de fagundear). Vi que tenho uma família de fato, na qual podem faltar alguns elementos em definitivo (minha ex-esposa) e outros provisoriamente (meus gatos). Mas o que tenho hoje me basta e é mais, muito mais do que qualquer coisa que eu tenha algum dia feito por vocês. Por isso fiquei tão encabulado quando o Eduardo me passou a palavra. Não esperava um clima tão emotivo e quero dizer que, a parte o dia 24 (que passarei com as pequenas, mas só o dia, não a ceia), meu Natal foi de fato ontem, e não poderia ter sido melhor, nem mais espiritual.
Muito obrigado a todos, pela atenção, pela lembrança, pelo afeto e por terem sempre correspondido, ou terem ido além do que seria razoável esperar. Gente como vocês faz a vida valer à pena.
Falando nisso...
Que eu me recorde, e fora de ordem cronológica, em 2006 nós tivemos os seguintes ganhos...
-O Victor passou do MA para o doutorado, com a Tessa Rajak em Reading - manda brasa Victor! Todos aqui te conhecem de nome e o fato de estarmos nos comunicando com menos intensidade não quer dizer nada. Parabéns!
-O Julio fez o mesmo com o Louis Painchaud em Laval, e avança firme no copta;
-O Alexandre livrou-se do grego e do hebraico com o nosso amigo e colaborador Paulo Nogueira na UMESP (i.e. passou em ambas), e caminha para o fim do mestrado ano que vem;
-Joana terminou a dissertação orientada pelo nosso igualmente amigo Noberto Guarinello na USP e agora só resta agendar a defesa;
-Realizamos nosso primeiro evento local - nacional -, a "VII Semana de Estudos de Apocalíptica", um sucesso de público e de qualidade - com 2 conferencistas estrangeiros que também amaram o evento, o grupo e o país;
-Tivemos a formação de um time "B", i.e. de acesso ao PIC - haja gente interessada! E amanhã talvez se forme um time "C", para o PIC de 2008-2009...
-Quantos ingressaram e ficaram: Rafaela, Eduardo, Airton, Tupá, Camila, Filipe, Antonio, Luiz Felipe...
-Quantas chances reais de aceites e idas para universidades estrangeiras - não darei nome aos bois, mas temos hoje Oxford, Yale e a SOAS (University of London) na mão, além de convites para Laval e York (Canadá), recusados por enquanto por motivos operacionais;
-Artigos, papers e assemelhados não temos mais como inventariar - bom sinal esse!
-Profissionalizamos em muito o hardware, o software e a logística do grupo em geral. Cada vez usamos melhor a tecnologia e os recursos de que dispomos (aliás, tivemos todos os nossos pedidos materiais concedidos) .
-E como cada um de nós amadureceu - na escrita, na fala em público, na delimitação de problemas, na hora de se posicionar com firmeza sem vulgaridade.
Em suma, por incrível que pareça, ainda estamos melhores do que em 2006. Nada disso seria possível sem a garra e o esprit de corps de todos, sem exceção. Nisso somos diferentes, e por sorte, pela graça de Deus ou por qualquer outra razão nossos concorrentes pelos parcos recursos disponíveis não se deram conta desse diferencial.
Então, mais uma vez rogo a Deus que abençoe a todos nós e nossas famílias, e agradeço a todos a confiança depositada em minha humilde pessoa. Se valeu para vocês, posso afirmar sem medo que para mim valeu muito mais. Um ótimo Natal e Feliz 2007 para todos!